terça-feira, 8 de junho de 2010

Sinestesia

Me diz se é hora de partir, que eu gosto de rir, com o passo apressado, do teu constante desaviso.
Gosto de sentir as cócegas do teu sorriso, e de não lembrar dos ponteiros, da sombra do sol nem da areia se esvaindo. Gosto só de me (des)preocupar com o vento e as nuvens. Quero ver a tempestade, outrora nuvem mansa, que chega rápido e vai embora.
Gosto de te engolir o corpo inteiro, a carne e a alma, sem fazer rodeios. Quero mergulhar no teu azul imenso, no vermelho intenso e no amarelo que me convida para entrar.
Mas me diz logo se é hora de partir, que eu gosto de ver, com o riso abafado, o teu passo desajeitado...

(Obrigada, Izinha)

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